quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Merchadising e Promoção

Merchadising e Promoção


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quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Fórmula Sagrada da Coca-Cola


Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país. QUANDO RESOLVI escrever uma história geral da Coca-Cola, não tinha idéia de que descobriria a fórmula original, e ainda menos no ventre da própria companhia. Afinal de contas, tratava-se do segredo mais bem guardado do mundo, um segredo que a companhia se recusara a revelar a despeito de duas ordens judiciais. Em 1977, a companhia preferiu deixar a Índia a entregar a fórmula secreta a um insistente governo. Ainda assim, parece que consegui o impossível. Certo dia, Phil Mooney, o arquivista, trouxe-me uma pasta com papéis amarelados e dilacerados, que haviam sido cuidadosamente restaurados e postos entre lâminas de plástico. Explicou-me que eles constituíam os restos do livro de fórmulas de John Pemberton, doados à companhia na década de 1940. Eu já conhecia a história desse livro. Quando rapaz, John P. Tumer viajara de sua cidade natal, Columbus, Geórgia, para trabalhar como aprendiz de John Pemberton nos últimos anos de vida deste último. Após a morte de Pemberton, Tumer levou o livro em sua volta para Columbus, onde trabalhou como farmacêutico durante muitos anos. Em 1943, o filho de Tumcr mostrou o livro a um membro da diretoria da Coca-Cola, abrindo-o na página que continha a fórmula. O diretor em causa convenceu o herdeiro de Tumer a entregar-lhe o livro. ''Deus do Céu!" exclamou Harrison, o presidente da diretoria, ao ver a fórmula. ''Onde foi que você conseguiu isso?" E essa foi a última vez em que alguém botou os olhos na fórmula. A pasta que recebi dos arquivos da Coca-Cola dizia que este era "o livro de descrições e fórmulas pertencentes ao Dr. I. S. Pemberton, ao tempo em que era farmacêutico em Columbus", mas isso quase com certeza é incorreto, uma vez que uma das receitas, para uma cola de aipo, inclui pelo nome a Coca-Cola como ingrediente, o que a coloca sem dúvida nenhuma em 1888, uma vez que era a bebida em que Pemberton trabalhava quando de sua morte. O coração batendo em disparada, folheei com todo cuidado as páginas preservadas, embora, claro, pensasse que a companhia escondera um item crucial em algum lugar. xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Por isso mesmo, fiquei atônito ao descobrir o que parecia ser uma receita de Coca-Cola, sem nome, exceto por um ''X" no alto da página:

Citrato de Cafeína 1 onça (28,350g)

Ext. de Baunilha 1 onça

Saborizante 2 112 onças

F.E. Coco 4 onças

Ácido cítrico 3 onças

Suco de Lima 1 quarto

Açúcar 30 libras-peso

Água 2 1/2 galões (3,785 litros)

Caramelo o suficiente
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Misture o Ácido de Cafeína e Suco de Lima em 1 quarto de água fervente e acrescente baunilha e saborizante quando frio.

Saborizante:
óleo de Laranja 80, óleo de Limão 120, óleo de Noz-Moscada 40, óleo de Canela 40, óleo de Coentro 20, Nerol 40, Álcool 1 Quarto deixe descansar 24h. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
A seção 'saborizante" é obviamente a parte 7X da fórmula, embora haja apenas seis ingredientes (a menos que se conte o álcool como o sétimo). Talvez ele tenha adicionado mais tarde baunilha à seção saborizante como sétimo ingrediente. 'F.E. Coco' significa fluid extract of coca (extrato fluido de coca), e nozes de cola não são mencionadas, mas apenas 'Citrato de Cafeína". Pemberton, quase com certeza, recebia a cafeína da Merck, de Darmstadt, Alemanha, porque elogiava essa firma como produtora de uma forma superior de estimulante, extraído de nozes de cola.
Tirei fotocópia do documento, mas simplesmente não consegui acreditar que alguém na companhia me entregasse a fórmula original. Com certeza, devia ser apenas uma precursora do produto autêntico. Mas em seguida tive confirmação inesperada de que descobrira, por acaso, algo muito mais valioso do que pensava. Ao entrevistar Mladin Zarubica, o Observador Técnico que produzira a "Coke branca'' para o general Zhukov, disse-lhe que tinha a fórmula. '; Oh, tem mesmo?" disse ele. '''Eu também. A companhia me deu uma cópia quando tive que tirar a cor para Zhukov. Quer vê-Ia?" Eu queria, realmente. Ao chegar a fotocópia de sua correspondência, datada de 4 de janeiro de 1947, ela continha exatamente a mesma fórmula que eu encontrara nos arquivos - mesmos volumes, mesmo formato, até mesmo o erro de grafia em 'F.E. Coco.' Notei uma única diferença: a fórmula de Zarubica era incompleta, deixando de fora os dois ingredientes finais da 7X d (coentro e nerol). Parecia que a companhia não quisera liberar a fórmula completa e tomara a precaução de alterá-la dessa maneira. Fiquei estarrecido. Eu não só entrara de posse da fórmula original de Pemberton, guardada nas entranhas da própria companhia, mas ela aparentemente sobrevivera sem mudança durante pelo menos 60 anos, após o inventor a ter escrito naquele papel ora restaurado. Mas isso era um autêntico mistério. Contradizia a declaração de Howard Candlcr de que seu pai, Asa, mudara substancialmente a maneira de fabricação da Coca-Cola. E por que a fórmula de Zaiubica não mencionava folha descocainizada de coca ou o fato de a companhia não usar mais ácido cítrico, mas fosfórico? Ou que o volume de cafeína fora reduzido? E essas não eram as únicas mudanças introduzidas na fórmula. O velho Asa aparentemente andara também mexendo na 7X Ao longo dos anos, mudara também o volume e tipo do adoçante. Parece que mesmo quando os ingredientes e proporções originais são revelados, persiste a mística em torno da fórmula. Minha conclusão final: a companhia, na verdade, não deu a Mladin Zarubica, em 1947, a fórmula em uso corrente - e nem mesmo tinha versão parcial da mesma. Em vez disso, Zarubica recebeu uma versão truncada da fórmula original, o suficiente para que seu químico descobrisse como tornar branca a Coke marrom. Permanece o mistério de por que a companhia me entregou a fórmula existente em seus próprios arquivos. Só posso supor que havia outra receita da Coca-Cola claramente rotulada no livro de Tumer, que foi escondida, mas ninguém examinou com atenção o resto da fórmula, e a variedade ‘X' passou despercebida. Em seu livro de 1983, Big Secrets, Williain Poundstone dá sua versão da fórmula, e que é um palpite razoavelmente acurado da mistura corrente. xxxxxxxxxxxxxxxx
Em um galão entram:
Açúcar: 2.400g em água suficiente para dissolver: Caramelo: 37g Cafeína: 3,lg Ácido Fosfórico: 11g Folha descocainizada de coca: 1,1g Nozes de cola: 0,37g Embeba a folha de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope. Suco de lima: 30g Glicerina: 19g Extrato de baunilha: 1,Sg Saborizante 7X: óleo de laranja: 0,47g óleo de limão: 0,88g óleo de noz-moscada: 0,07g óleo de canela (canela chinesa): 0,20g óleo de coentro: traços Nerol: traços óleo de lima: 0,27g Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F.[162C]. xxxxxxxxxxxxx
Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.
Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças. Poundstone e várias outras fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula, e uma jovem especialista do departamento técnico, com quem andei certa vez num elevador, concordou comigo. Ela acabara de voltar de Grasse, onde durante séculos especialistas franceses extraíram várias essências de óleo - incluindo nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira) e alfazema. xxx
Embora a fórmula contida no Big Secrets possa aproximar-se muito, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um recente caso judicial. Segundo ele, são necessárias 13,2 gramas de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope, e não 11, e 1,86 grama de extrato de baunilha, e não 1,5g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 gramas de "um caramelo comercial de estabilidade forte", ou muito mais do que as 37 gramas de Poundstone. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.
A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, o açúcar era a Mercadoria #1; caramelo, Mercadoria #2; cafeína, Mercadoria #3; ácido fosfórico, Mercadoria #4; folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5; mistura saborizante 7X, Mercadoria #7; baunilha, Mercadoria #8. Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candier os números 6 e 9 - talvez suco de lima e glicerina - tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente. Estudei demoradamente os efeitos da folha de coca e da cola no corpo principal do texto. À parte isso, são na verdade fascinantes, ainda que inconclusivas, as histórias populares que cercam os demais ingredientes, considerando os volumes diminutos de cada um deles e a veracidade duvidosa de fontes antigas. A cássia, por exemplo, foi usada como cura para artrite, câncer, diabetes, tonteira, gota, dor de cabeça e dor de estômago. A noz-moscada combatia a infecção durante a Peste Negra, serviu como psicotrópico e narcótico, e é receitada na índia para disenteria, gases, lepra, reumatismo, ciática e dor de estômago. A baunilha é usada variadamente como afrodisíaco, estimulante ou anti-espasmódico, cura histeria, impede o aparecimento de cáries e reduz gases. E o mesmo se aplica aos demais ingredientes.
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* * * Uma vez que a fórmula secreta gerou volumes espantosos de dinheiro, não me surpreendeu que ninguém na companhia quisesse falar sobre ela. Tendo recebido permissão para entrevistar praticamente todo mundo na empresa, negaram-me, contudo, acesso a Mauricio Gianturco, chefe da divisão técnica. No fim, deixaram-me entrevistar Harry Waldrop, um ‘psicometrista graduado' (não é brincadeira, é esse mesmo o título dele) que, até cinco anos passados, em membro do corpo de elite de provedores de sabor que faz amostragens de partidas da Coca-Cola Classic. Os membros do grupo conhecem a 7X tanto pelo cheiro quanto pelo gosto e podem discemir diferenças mínimas ocasionadas por envelhecimento. Da mesma maneira que alguns provedores de vinho podem provar um 1945 Mouton-Rothschild e diferenciá-lo de outro da safra de 1946, Waldrop pode identificar uma partida de xarope de Coke de dois meses de idade. ''Todos nós conhecemos o sabor e o aroma do material autêntico", diz Waldrop, "mas é difícil dizer isso em palavras. Só quando estão fora do padrão é que tentamos descrevê-los.'' Os membros do grupo podem se subdividir em pequenos grupos, por exemplo, para discutir um gostinho ligeiramente amargo que refugam. Embora todos os ingredientes sejam cuidadosamente medidos e submetidos a teste por cromatografia de gás e outros aparelhos científicos de aferição, Waldrop não acredita que o computador possa substituir o ser humano. "Um nariz eletrônico não poderia captar as sutilezas, a parte hedonística", garantiu-me ele. Embora cientistas possam provavelmente identificar os diferentes ingredientes da Coca-Cola, e até mesmo estimar seus volumes aproximados, não podem, segundo funcionários da companhia, duplicar a mistura exata. Incrível como possa parecer, apenas duas pessoas em atividade na companhia supostamente sabem como misturar o 7X. Isso faz com que elas viajem constantemente de avião a Cidra, Porto Rico, e Drogheda, Irlanda, para reabastecer o suprimento dessas duas enormes fábricas de concentrado, que fornecem os tijolos para a maioria da Coke consumida no mundo. Há ainda no mundo outras fábricas menores de concentrado. Ninguém, claro, gostaria de falar sobre essas questões de logística. A despeito de todo o mistério e paranóia acumulados em torno da fórmula famosa, certo dia um porta-voz da companhia baixou a guarda quando perguntei o que aconteceria se eu publicasse neste livro a fórmula autêntica, com instruções detalhadas. Ele sorriu largamente. "Mark", disse, "digamos que este é o seu dia de sorte. Acontece que tenho, aqui mesmo em minha mesa, uma cópia da fórmula.'' Abriu a gaveta e me entregou um documento fantástico. - "Aí está. Agora, o que é que vai fazer com ela?" - "Bom, vou incluí-Ia no meu livro." - "E ... ?" - "Alguém pode resolver estabelecer-se e concorrer com a The Coca-Cola Company." - "E que nome ele vai dar ao produto?" - "Bem, não poderá chamá-lo de Coca-Cola porque vocês o processariam. Vamos dizer que o chamem de Yum-Yum, e que insinuem, de uma forma a não dar razão a um processo judicial, que a Yum-Yum é na verdade a fórmula original da Coca-Cola." - "Ótimo. E daí? Quanto vão cobrar por ela? Como vão distribuí-la? Como vão divulgá-la? Está entendendo aonde quero chegar? Gastamos mais de 100 anos e volumes inacreditáveis de dinheiro construindo o capital dessa marca. Sem nossas economias de escala e nosso inacreditável sistema de comercialização, quem quer que tentasse duplicar nosso produto não chegaria a lugar nenhum e teria que mudar coisas demais. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Por que alguém se daria ao trabalho de ir comprar Yum-Yum, que é realmente igual à Coca-Cola mas que custa mais, quando pode comprar a Coisa Real em todo o mundo?''
Não consegui pensar em coisa alguma para dizer. Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Segredos para o sucesso - Segundo conceituado especialista em Business.


O INÍCIO - Infelizmente, os segredos do sucesso não podem ser ensinados, pois eles existem para serem descobertos. A Solução que muitas pessoas passam uma vida inteira procurando está dentro de nós mesmo. Essas respostas interiores foram obtidas de diferentes maneiras. Algumas nos foram transmitidas hereditariamente; outras advêm de experiências acumuladas na vida; e ainda provêm do estudo... Do acúmulo de conhecimento através da educação formal e informal. Tudo o que nos toca nos prepara. A chave que revela o segredo do sucesso é o auto-conhecimento, pois é dentro de nós que a semente da fortuna está plantada.

Comprometa-se consigo mesmo. Pense cada pensamento, sonhe cada sonho e alcance cada meta. Faça o que for preciso para remover os obstáculos e eliminar as limitações, custe o que custar. Você só tem uma vida, e ela foi feita para ser descoberta e aproveitada.

Os seres humanos possuem uma habilidade única não encontrada em nenhum outro membro do reino animal - o poder da escolha. É exercitando esse talento que podemos alterar o que foi e o que é. A vida não melhora por acaso - ela melhora pela escolha.

RAZÕES - Você pode ter todas as respostas, mas sem uma razão, os problemas não se resolvem. Entretanto, você precisa somente de uma boa razão e, mesmo não tendo a solução, você provavelmente será bem sucedido. As razões atraem as soluções. Você não consegue a solução até achar o motivo (razão).

Podemos dar uma variedade de razões para sermos bem-sucedidos, mas suas próprias razões são mais importantes do que as nossas sugestões. Quando melhor a sua lista de razões, melhor a sua chance de sucesso.

METAS - Enquanto as razões nos dão o rumo geral do por que ir a algum lugar, as metas nos dizem especificamente para onde ir, dia a dia, semana a semana e ano a ano. As metas podem revolucionar nosso futuro - financeira, social e profissionalmente.

As metas são o primeiro passo para o sucesso. É o instrumento com o qual mapeamos o caminho e o que evita que saiamos do rumo. Veja bem, sem metas (um plano escrito) para nos direcionar, duas coisas podem facilmente acontecer: ou porque desistimos porque parece muito difícil, ou divagamos sem rumo durante anos, à procura de um objetivo final, os quais nunca alcançarão por falta de um bem definido.

Criar metas é um trabalho difícil - por isso muita gente deixa de lado. As pessoas trabalham arduamente em seus empregos, mas não o fazem quando se trata de si mesma ou de seu futuro. A palavra-chave é planejamento. Como diz o ditado: "As pessoas que falham em planejar, planejam falhar." Sucesso é fazer aquilo que as pessoas que fracassam não fazem ou não querem fazer.

NÃO TENHA MEDO DE SONHAR - Quantas vezes, durante nossa adolescência, ouvimos expressões como: "Espere até você encarar o mundo real... Até você ter contas para pagar... filhos para sustentar... um chefe na sua cola. Então você verá que não há tempo para sonhar." Entretanto, o que descobrimos é que não só é aceitável que os adultos sonhem, com é impossível crescer sem sonhar!

Se a única razão para você sair da cama todos os dias é pagar as contas no final do mês, a vida deve parecer incrivelmente fútil.

Substitua a frase "Eu não posso" pela frase "Eu posso". Acredite que tudo é possível. Outras pessoas conseguiram mudar de carreira com muito sucesso, mesmo tendo mais idade, por que não você? Outras pessoas conhecem a alegria de encontrar o parceiro perfeito, ou de aprender uma língua nova, ou de dirigir um automóvel de luxo... Por que você não? Não se limite. Outras pessoas conseguiram tornar seus sonhos realidade, por que não você?

DESENVOLVIMENTO PESSOAL - Desenvolvimento pessoal é o ponto de partida, se você almeja uma vida melhor. Uma das grandes promessas da vida é que você sempre pode ter mais do que tem, pois você pode se tornar pessoa melhor. Talentos existentes podem ser aperfeiçoados, novas habilidades podem ser adquiridas, maus hábitos podem ser eliminados. Temos a capacidade de mudar a nós mesmo, por isso também temos a capacidade de mudar o rumo de nossas vidas. Entretanto, nunca nos é prometido algo sem junto existir um desafio. Este é o desafio: a menos que façamos um esforço determinado e disciplinado para mudar nosso modo de ser, continuaremos apenas com o que temos agora. Para que as coisas melhorem, precisamos ser pessoas melhores.

À primeira vista, pode parecer uma afirmação simples demais como solução para levá-lo de onde você se encontra atualmente até onde você que chegar. Mas as respostas para encontrar uma vida melhor, invariavelmente, tornam a forma de verdade básica e simples. Uma vida melhor não é tão difícil de alcançar... Uma vez que você finalmente aceite o básico. No momento que você decidir tomar um atalho que pareça mais fácil ou menos envolvente, é quase certo que você se destina a um caminho duas vezes mais longo, ou ainda pior, você corre o risco de nunca chegar lá!

A principal chave de um futuro melhor é você. Quanto mais rápido aprendermos a assumir responsabilidade total sobre nosso futuro, mais rápido este futuro melhor começará. Você pode tentar mudar seu chefe, seu cônjuge, seus amigos, as políticas do escritório, ou mesmo a economia, mas seu tempo e energia serão muito melhor aproveitados em algo que você possa mudar - você mesmo!

A LEI DA ATRAÇÃO - Quanto mais "atraentes" nos tornamos em todas as áreas de nossas vidas, melhores circunstâncias atrairemos.

Se aceitarmos o fato de que o que possuímos atualmente é o resultado do que somos, então é razoável dizer que, mudando o que somos hoje, podemos alterar significativamente o que teremos um dia. O futuro torna-se uma proposta realmente empolgante, quando, finalmente, entendermos que somos capazes, de a qualquer momento, mudar nosso rumo, simplesmente, mudando a nós mesmos. À medida que nos tornamos mais "atraentes", as circunstâncias que escrevemos como parte de nossos planos a longo prazo é atraída para nós em virtude do que nos tornamos.

A DISCIPLINA - Se há algo, em particular, pelo qual valha a pena você ficar entusiasmado, é sua capacidade de fazer você mesmo às mudanças necessárias para alcançar o resultado desejado. Você pode mudar velhos hábitos ou desenvolver novos padrões, porque você pode exercitar a disciplina necessária para operar mudanças em sua vida.

A disciplina é o começo de todo o progresso humano. É necessário disciplina para separar trinta minutos de cada dia para leitura. É preciso disciplina para controlar emoções negativas, preocupações, medos, dúvidas... Disciplina são esforços disciplinados que trarão recompensas tremendas.

A REPETIÇÃO - Se todos nós fossemos abençoados com 100% de retenção de tudo que vivemos, lêssemos, ouvíssemos, e descobríssemos, os diários seriam inúteis. Mas como este não é o caso, é aconselhável desenvolvermos o hábito de usar um diário para anotarmos observações. Quando ouvir uma boa idéia, anote-a. Quando vir algo que gera um pensamento ou relação emocional, anote. Quando ler uma passagem interessante num livro, copie-a em seu diário. Ele irá tornar-se seu livro de referência para uma vida melhor. É onde você irá registrar conhecimento, planejar atividades e analisar sucessos ou fracassos pessoais.

A repetição é a "mãe" da habilidade. É revisando uma idéia, repetidamente, que acabamos por dominá-la. Quanto mais recapitularmos certa idéia, maiores são as chances de ela enraizar-se então em sua atitude, estilo de vida, personalidade, linguagem e renda.

DESCUBRA COMO AS COISAS FUNCIONAM - Nunca subestime o valor da informação. Uma boa idéia pode mudar drasticamente sua vida. Entretanto, você precisa estar na busca de idéias; raramente uma boa idéia vem ao seu encontro. Se você que ser bem sucedidos, aprenda sobre o sucesso. Se quiser ser rico, aprenda sobre riqueza. Se quiser ter um relacionamento bem sucedido, aprenda sobre relacionamento. Estudando, pode ser que você não possa fazer todas as coisas que descobrir, mas certamente vai descobrir tudo o que pode. Nunca permitam que digam que você não chegou ao sucesso por falta de informação.

Não aceite a maneira que as pessoas são - explore, examine, pense, analise e estude. Descubra exatamente como algo funciona. Você pode não concordar com o sistema, política ou organização, mas se você se dedicar a entender como eles funcionam, verá como poderá usá-los a seu favor.

Existem três maneiras de descobrir...

1ª - Torne-se um bom leitor. Os livros são, na realidade, projetos de pesquisas condensadas. Alguns autores dedicam uma vida inteira a investigar certa arca. Imagine poder passar somente algumas semanas descobrindo uma vida inteira de experiências! Um livro pode lhe economizar dez anos.

2ª - Torne-se um bom ouvinte, os bons ouvintes são raros por uma razão: é mais fácil falar do que ouvir.

3ª - desenvolva a sua capacidade de observação pessoal. Ela é muito freqüentemente negligenciada, devido a uma tendência humana de fazer as coisas, automaticamente, ao invés de participar ativamente nos eventos da vida. A distração é fatal àqueles que estão em busca do sucesso.

INDECISÃO - Indecisão é o resultado do medo do fracasso. Ficamos com tanto medo de fazer a escolha errada que acabamos não fazendo escolha alguma. Os resultados finais de não escolhermos ou não decidirmos é que outra pessoa fará tais escolhas e tomará as decisões por nós. No final, você acabará perdendo a capacidade de dirigir e controlar os eventos em sua vida. Se você estiver disposto a permitir que outro determine sua qualidade de vida, então, sinta-se livre para passar adiante as decisões que deveria estar tomando.

A boa vida é cheia de desafios, e cada desafio requer uma decisão. Há sempre o risco que a decisão tomada não seja a decisão acertada: mas também há a possibilidade que você decida corretamente. De qualquer maneira, você estará crescendo. Não pense em quantas decisões você pode evitar, mas sim em quanta você pode tomar. Tudo melhora com a prática, incluindo sua habilidade de tomar decisões.

PREOCUPAÇÃO - A preocupação é uma doença particularmente fatal, pois causa uma série de problemas, incluindo problemas de saúde, familiares e financeiros. Calvin Coolidge dizia: "Se você fez dez problemas vindo estrada abaixo, pode ter certeza que nove deles cairão numa vala antes de alcançá-lo." As maiorias das coisas com as quais nos preocupamos nunca acontecem.

Todos os direitos reservados. Decisão de Ouro. Saulo Magalhães.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Paco Underhill responde perguntas sobre consumo



O best seller “Vamos às Compras?” ganhou recentemente uma nova edição atualizada e revista em português pela editora Campus. Para comentar esse lançamento e o atual cenário do Marketing dentro do ponto-de-venda, o Mundo do Marketing foi atrás do autor, o especialista em comportamento do consumidor no ponto-de-venda Paco Underhill (foto). A obra, ainda na antiga edição, ocupa a terceira posição entre os livros de Marketing mais vendidos em 2008 segundo o ranking elaborado pelo Mundo do Marketing.

O livro publicado em mais de 27 países traz uma visão antropológica do consumo, analisando o comportamento do consumidor, suas decisões e razões de compras. Tudo embasado com dados de pesquisas realizadas dentro de lojas. Underhill também é autor do livro “A Geografia das Compras” e CEO da consultoria Envirosell, com sede em Nova York e outros seis escritórios no mundo, um deles localizado em São Paulo onde Underhill vai pelo menos uma vez por ano e atende clientes como Tim, Motorola, Wal-Mart, Johnson & Johnson, Procter & Gamble, Unilever, Coca-Cola, Banco do Brasil, entre outros.

Para entrevistar o executivo, pedimos que alguns leitores enviassem perguntas através do Twitter, assim como alguns executivos de grandes empresas atuantes no mercado brasileiro. Na entrevista, Underhill fala sobre a mudança que o Marketing viveu desde 1997, quando o livro foi escrito, comenta práticas atuais de grandes varejistas e aponta até algumas previsões, colocando o celular e a mídia móvel no epicentro de uma grande mudança nos próximos anos.

Rodrigo Lacerda, Diretor de Marketing do Carrefour: Como pode ser melhor trabalhado os cinco sentidos dos clientes para explorar mais a experiência de compra no ponto-de-venda?
Paco Underhill: Uma das coisas mais fáceis de gerenciar nas lojas modernas é o uso de fragrâncias ou a falta delas. Outra parte do que vejo como um grande sucesso em grandes hipermercados são ações de sampling, onde à medida que as pessoas passeiam na loja você as oferece alguma coisa. Outra sugestão é o uso da luz. No design do século XXI em hipermercados, está em uso a combinação de luzes teatrais que usamos nas seções de produtos em combinação com luz natural usadas em outras partes da loja. Há ainda o gerenciamento da temperatura da luz entregue aos produtos.

Rodrigo Lacerda, Diretor de Marketing do Carrefour: Qual deve ser o papel do varejo dentro do novo conceito de "consumo consciente"?
Paco Underhill: Certamente uma dos papéis do varejo é ser um cidadão responsável no contexto do mundo. Uma das coisas que julgaremos é como respondemos ao impacto gerado pelo ambiente físico da loja. O Wal-Mart, aqui nos EUA, tem uma iniciativa sustentável em suas lojas, em que cada dólar gasto em conservação de energia volta em economia de energia alguns meses depois. Isso é um dado impressionante. Não basta apenas falar sobre produtos “verdes”, mas também envolver sistemas de gerenciamentos sustentáveis, como reciclagem, consumo de água ou luz, ou fazendo uma auditoria na rede de fornecedores.

Natasha Berford, leitora do Mundo do Marketing, enviou a pergunta pelo Twitter: A divulgação de produtos verdes no ponto-de-venda influencia na decisão de compra do consumidor?
Paco Underhill: Sim e não. Muitos consumidores estão um pouco cínicos sobre o que é um produto “verde”. Acho que o termo está sendo mal usado e os consumidores sabem disso. Eles também reconhecem que “verde” é usado como uma desculpa para cobrar mais. O conceito de sustentável tem que ser agressivamente gerenciado. Isso significa usar mais ações dentro das lojas com o objetivo de posicionar mais claramente um produto e seu merchandising quanto a questões “verdes”.

Alexandre Oliveira, leitor do Mundo do Marketing, enviou a pergunta pelo Twitter. Você acredita que o investimento em Trade Marketing nos shopping centers é um dos melhores investimentos?
Paco Underhill: Certamente é importante. O que sabemos é que a maioria das decisões de compra, seja em Recife, Porto de Galinhas, São Paulo ou Nova York, são realizadas no ponto-de-venda. O ambiente da loja ou ainda o atendimento pessoal são partes críticas no plano de Marketing de hoje.

Chan Wook Min, Presidente do Popai Brasil: Nos últimos tempos, a evolução da velocidade de comunicação e informação tem aumentado o número de tarefas diárias das pessoas, deixando-os com pouco tempo. Como isso tem afetado o comportamento e habito do consumidor no PDV?
Paco Underhill: Um dos novos horizontes interessantes no ponto de vista da compra são as habilidade dos compradores de caminhar pelas gôndolas com celulares à mão. Eles coletam informações através dos celulares no próprio ponto-de-venda. A mídia móvel fará as lojas mudarem nos próximos cinco anos mais do que mudaram nos últimos 50. Teremos que buscar formas inovadoras e eficientes de comunicar os produtos.

Mundo do Marketing: Dez anos se passaram desde que você escreveu a primeira edição do livro. O que mudou no comportamento do consumidor no ponto-de-venda neste período?
Paco Underhill: Há muitas mudanças e uma nova versão do livro já foi até publicada, já que a versão original, como você disse, tem 10 anos. Entre as muitas mudanças, está o acesso das pessoas à informação. Além disso, em tempos de crise econômica, as pessoas estão se gabando do quão pouco eles tão pagando por um produto ao invés do quanto gastaram. Tivemos ainda grandes mudanças na posição da mulher na sociedade. Nos últimos anos trabalhei com Banco Itaú, Ambev e parte do que sempre apontamos a eles é a importância da sensibilidade para o público consumidor feminino.

Mundo do Marketing: Quais são os maiores erros que os varejistas ainda cometem no ponto-de-venda?
Paco Underhill: Parte do que todo ponto-de-venda precisa fazer é delimitar um target. Um dos problemas clássicos que vejo se eu vou ao Extra, Pão de Açúcar ou qualquer outro supermercado é o excesso de informação. Um dos tópicos que sempre orientamos aos nossos clientes brasileiros é o conceito de arquitetura de informação. O que significa que menos é mais. Colocar mais sinalizações não significa que os consumidores olharão mais sinalizações. Pelo contrário, eles observarão menos.

Mundo do Marketing: As lojas conceitos de marcas como Apple e Nike são um caminho sem volta? Todas as marcas devem investir em lojas próprias?
Paco Underhill: As marcas estão tentando encontrar um caminho, particularmente as do setor de tecnologia, para “fazer amor” com seus clientes sem a interferência de concorrentes. Por isso, muitas marcas estão reconhecendo que meios tradicionais de propaganda, como TV ou mídia impressa, não estão encontrando meios para se relacionar melhor com seus clientes.

Mundo do Marketing: No livro você conta o caso de uma rede varejista que acredita que todas as pessoas que entravam na loja compravam, mas depois de uma pesquisa viu-se que apenas 48% das pessoas realmente compravam. Você pode falar um pouco mais sobre este caso?
Paco Underhill: Uma das mensurações mais simples que a maioria das varejistas usa para medir o seu sucesso é a taxa de conversão. É a taxa de pessoas que andam pela loja e acabam comprando alguma coisa. Acho que em 1997, quando o livro foi escrito, esse era um conceito bem simples. Em 2009, estamos olhando as taxas de conversão através de métricas muito mais complexas. Ela pode ser baseada no dia, em lojas individuais, seções, no comportamento do consumidor ou ainda no perfil da pessoa que anda pela loja (se ela está só, junto com um grupo ou de algum amigo). O conceito de conversão partiu de algo bem simples para uma perspectiva mais complexa.

Mundo do Marketing: Quais redes varejistas estão desenvolvendo um trabalho de destaque hoje no mundo?
Paco Underhill: A Zara e a Mango vêm fazendo bastante sucesso nos últimos 20 anos. Eles têm um bom gerenciamento da cadeia e fornecedores, foram capazes de se expandir globalmente e transformaram o mundo da moda e das marcas próprias. Posso apontar também a Aldi, uma rede alemã de lojas especializadas em entregar produtos de qualidade no menor preço possível, ainda mais baixo que no Walmart ou Carrefour. Em Londres, a loja de departamentos Selfridges, no meio de uma das piores crises econômicas, teve um ano fabuloso. Isso é em parte porque a loja transmite um sentimento de festa o tempo todo. E o que acontece é que as pessoas entram na loja e entram no clima de entusiasmo.

Mundo do Marketing: Como será o futuro do comportamento do consumidor no ponto-de-venda?
Paco Underhill: Acho que estamos olhando para o conceito de taxa de conversão, com interseção com celulares e internet dentro da loja. A ideia é que você possa usar o seu celular primeiramente por ser uma atitude mais “verde”, onde o cliente entra na loja e faz download de instruções para o seu medicamento prescrito, ao invés de distribuir papel. Você pode ter um avatar no seu celular com o qual pode apontar para o código de barras de algum produto e ter acesso a comentários e outras informações sobre o item pesquisado. Esse aparelho portátil será um divisor do modo de fazer compra.

Mundo do Marketing: Apesar de muitos varejistas investirem em tecnologia para atrair clientes, o que acontece é que muito deles não conhecem o seu consumidor. Você acredita nisso?
Paco Underhill: Esse é um dos problemas atuais que acho que a tecnologia pode solucionar. Parte dos desafios que os varejistas têm é melhor articular os problemas que eles tentam resolver, e assim ter algo com o qual o mercado tecnológico possa trabalhar em cima.

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing



terça-feira, 5 de maio de 2009

Como conquistar a confiança do investidor social?


Os mercados financeiros no mundo todo continuam em reviravolta e ainda é prematuro começar a falar sobre qualquer lição aprendida durante a crise financeira. Certamente que uma presença mais reguladora teria ajudado. Porém, o que não tem mudado é a necessidade da transparência e de informações sobre os investimentos. Quem destina recursos já começar ou a confiar apenas em organizações sociais que tenham como princípio disponibilizar informações completas sobre suas ações, zelando por uma total transparência. Para quem não sabia o que seria preciso manter para fidelizar seus mantenedores a partir de agora, está aí o primeiro passo. Os investimentos sociais não diferem em nada dos tradicionais. Quanto maior for o conhecimento sobre determinado projeto e a desenvoltura de seus gestores, maior segurança eles terão em destinar recursos, não importando se o investimento é público ou privado. Mas em que ponto eles se diferenciam? Na necessidade de informar e de ser transparente sobre seu impacto social. Isto não é tão simples assim. Cada programa ou projeto tem um impacto diferente e a forma como é medido varia de investimento a investimento. Apesar dos problemas do ano passado, é aqui que os mercados abertos de investimento podem servir como modelo. Agências reguladoras como a Security Exchange Comission, dos EUA, certifica-se de que todas as empresas de capital aberto forneçam todas as informações oportunas. Elas padronizaram as informações de modo que os resultados podem ser comparados em tempo hábil. Os investimentos sociais não têm uma agência como essa, tornando impossível para o investidor comparar rapidamente os impactos dos diversos investimentos sociais. No entanto, algumas organizações, incluindo a Investing for God, na Inglaterra, e a Social Impact Research, nos EUA, estão aplicando suas próprias metodologias e análises sobre o que é feito com os recursos, para que seja possível comparar facilmente o impacto. O problema é que a informação não é padronizada e nem todas as ações sociais, sejam elas poucas empresas estão avaliando seus investimentos. No Investment for God, nós fazemos o papel de intermediários entre os investidores e os investimentos. Acreditamos que os investidores em potencial merecem ter as informações disponíveis mais exatas e completas. Para essa finalidade, nós compilamos todas as informações, pesquisamos as ofertas, escrevemos os relatórios e avaliamos o investimento. Ao prepararmos nossas próprias análises e avaliações, compilamos uma extensa gama de informações e as utilizamos para apontar em cada investimento três áreas cruciais de Confiança, Retorno e Impacto. A confidência está relacionada à estabilidade financeira do investimento. Os critérios proeminentes de contagem incluem não só a força operacional da organização como também o gerenciamento, a história operacional e os fatores de risco relevantes. O retorno mede os benefícios projetados pelo investimento. O Impacto avalia tanto os benefícios sociais e ambientais gerados pelo investimento, que são medidos e analisados em referência a uma determinada missão da empresa quanto a meta dos seus acionistas, o que é muito importante. Onde uma pesquisa tradicional de patrimônios procuraria somente pelos resultados financeiros, nossa Metodologia Analítica do Impacto do Investimento procura completar o quadro do investimento social. De forma similar, a Pesquisa de Impacto Social, (Social Impact Research) uma divisão ONG Root-Cause, usa como modelo de relatório de pesquisa a pesquisa de patrimônio do setor privado. Seus relatórios agregam e analisam informações não só das próprias companhias como também das agências dos governos, organizações de doadores, grupos de pensadores, acadêmicos e consultores. Mais adiante, neste mesmo ano, a Acumen Fund lançará nos EUA sua própria pasta de Dados de Sistema de Gerenciamento, criado em colaboração com engenheiros da Google. O sistema compilará os resultados operacionais, financeiros, sociais e ambientais em ambos os níveis local e setorial; porém sem classificar o investimento. O relatório, O Mercado dos Sem Fins Lucrativos: Construindo a Pontes de Informação na Filantropia, um relatório escrito pela Hewlett Foundation e McKinsley & Co., conclui que os empreendimentos filantrópicos de risco, que descreve como “o mercado dos sem fins lucrativos tem muito a aprender dos mercados tradicionais de capital”. O relatório conclui: “O mercado dos sem fins lucrativos carece de um fluxo forte de informações periódicas e precisas que são a marca registrada dos mercados de alto desempenho como a bolsa de valores, os mercados de commodities, ou eBay. Para construir esta ponte, o setor deve capturar, analisar, distribuir e utilizar a informação no desempenho de organizações sem fins lucrativos e/ou mais efetivamente, seu impacto social. Como a falecida Anita Roddick, fundadora do Body Shop, dizia: “eu quero algo não somente para investir. “Quer algo em que possa acreditar”. Os investidores terão algo para acreditar somente se confiarem na informação que tem. *Maureen Stapleton é analista da Investing for Good Texto extraído do site da Gife: http://www.gife.org.br

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Segredos para o sucesso - Segundo Conceituado Especialista em Business.


O INÍCIO - Infelizmente, os segredos do sucesso não podem ser ensinados, pois eles existem para serem descobertos. A Solução que muitas pessoas passam uma vida inteira procurando está dentro de nós mesmo. Essas respostas interiores foram obtidas de diferentes maneiras. Algumas nos foram transmitidas hereditariamente; outras advêm de experiências acumuladas na vida; e ainda provêm do estudo... Do acúmulo de conhecimento através da educação formal e informal. Tudo o que nos toca nos prepara. A chave que revela o segredo do sucesso é o auto-conhecimento, pois é dentro de nós que a semente da fortuna está plantada.

Comprometa-se consigo mesmo. Pense cada pensamento, sonhe cada sonho e alcance cada meta. Faça o que for preciso para remover os obstáculos e eliminar as limitações, custe o que custar. Você só tem uma vida, e ela foi feita para ser descoberta e aproveitada.

Os seres humanos possuem uma habilidade única não encontrada em nenhum outro membro do reino animal - o poder da escolha. É exercitando esse talento que podemos alterar o que foi e o que é. A vida não melhora por acaso - ela melhora pela escolha.

RAZÕES - Você pode ter todas as respostas, mas sem uma razão, os problemas não se resolvem. Entretanto, você precisa somente de uma boa razão e, mesmo não tendo a solução, você provavelmente será bem sucedido. As razões atraem as soluções. Você não consegue a solução até achar o motivo (razão).

Podemos dar uma variedade de razões para sermos bem-sucedidos, mas suas próprias razões são mais importantes do que as nossas sugestões. Quando melhor a sua lista de razões, melhor a sua chance de sucesso.

METAS - Enquanto as razões nos dão o rumo geral do por que ir a algum lugar, as metas nos dizem especificamente para onde ir, dia a dia, semana a semana e ano a ano. As metas podem revolucionar nosso futuro - financeira, social e profissionalmente.

As metas são o primeiro passo para o sucesso. É o instrumento com o qual mapeamos o caminho e o que evita que saiamos do rumo. Veja bem, sem metas (um plano escrito) para nos direcionar, duas coisas podem facilmente acontecer: ou porque desistimos porque parece muito difícil, ou divagamos sem rumo durante anos, à procura de um objetivo final, os quais nunca alcançarão por falta de um bem definido.

Criar metas é um trabalho difícil - por isso muita gente deixa de lado. As pessoas trabalham arduamente em seus empregos, mas não o fazem quando se trata de si mesma ou de seu futuro. A palavra-chave é planejamento. Como diz o ditado: "As pessoas que falham em planejar, planejam falhar." Sucesso é fazer aquilo que as pessoas que fracassam não fazem ou não querem fazer.

NÃO TENHA MEDO DE SONHAR - Quantas vezes, durante nossa adolescência, ouvimos expressões como: "Espere até você encarar o mundo real... Até você ter contas para pagar... filhos para sustentar... um chefe na sua cola. Então você verá que não há tempo para sonhar." Entretanto, o que descobrimos é que não só é aceitável que os adultos sonhem, com é impossível crescer sem sonhar!

Se a única razão para você sair da cama todos os dias é pagar as contas no final do mês, a vida deve parecer incrivelmente fútil.

Substitua a frase "Eu não posso" pela frase "Eu posso". Acredite que tudo é possível. Outras pessoas conseguiram mudar de carreira com muito sucesso, mesmo tendo mais idade, por que não você? Outras pessoas conhecem a alegria de encontrar o parceiro perfeito, ou de aprender uma língua nova, ou de dirigir um automóvel de luxo... Por que você não? Não se limite. Outras pessoas conseguiram tornar seus sonhos realidade, por que não você?

DESENVOLVIMENTO PESSOAL - Desenvolvimento pessoal é o ponto de partida, se você almeja uma vida melhor. Uma das grandes promessas da vida é que você sempre pode ter mais do que tem, pois você pode se tornar pessoa melhor. Talentos existentes podem ser aperfeiçoados, novas habilidades podem ser adquiridas, maus hábitos podem ser eliminados. Temos a capacidade de mudar a nós mesmo, por isso também temos a capacidade de mudar o rumo de nossas vidas. Entretanto, nunca nos é prometido algo sem junto existir um desafio. Este é o desafio: a menos que façamos um esforço determinado e disciplinado para mudar nosso modo de ser, continuaremos apenas com o que temos agora. Para que as coisas melhorem, precisamos ser pessoas melhores.

À primeira vista, pode parecer uma afirmação simples demais como solução para levá-lo de onde você se encontra atualmente até onde você que chegar. Mas as respostas para encontrar uma vida melhor, invariavelmente, tornam a forma de verdade básica e simples. Uma vida melhor não é tão difícil de alcançar... Uma vez que você finalmente aceite o básico. No momento que você decidir tomar um atalho que pareça mais fácil ou menos envolvente, é quase certo que você se destina a um caminho duas vezes mais longo, ou ainda pior, você corre o risco de nunca chegar lá!

A principal chave de um futuro melhor é você. Quanto mais rápido aprendermos a assumir responsabilidade total sobre nosso futuro, mais rápido este futuro melhor começará. Você pode tentar mudar seu chefe, seu cônjuge, seus amigos, as políticas do escritório, ou mesmo a economia, mas seu tempo e energia serão muito melhor aproveitados em algo que você possa mudar - você mesmo!

A LEI DA ATRAÇÃO - Quanto mais "atraentes" nos tornamos em todas as áreas de nossas vidas, melhores circunstâncias atrairemos.

Se aceitarmos o fato de que o que possuímos atualmente é o resultado do que somos, então é razoável dizer que, mudando o que somos hoje, podemos alterar significativamente o que teremos um dia. O futuro torna-se uma proposta realmente empolgante, quando, finalmente, entendermos que somos capazes, de a qualquer momento, mudar nosso rumo, simplesmente, mudando a nós mesmos. À medida que nos tornamos mais "atraentes", as circunstâncias que escrevemos como parte de nossos planos a longo prazo é atraída para nós em virtude do que nos tornamos.

A DISCIPLINA - Se há algo, em particular, pelo qual valha a pena você ficar entusiasmado, é sua capacidade de fazer você mesmo às mudanças necessárias para alcançar o resultado desejado. Você pode mudar velhos hábitos ou desenvolver novos padrões, porque você pode exercitar a disciplina necessária para operar mudanças em sua vida.

A disciplina é o começo de todo o progresso humano. É necessário disciplina para separar trinta minutos de cada dia para leitura. É preciso disciplina para controlar emoções negativas, preocupações, medos, dúvidas... Disciplina são esforços disciplinados que trarão recompensas tremendas.

A REPETIÇÃO - Se todos nós fossemos abençoados com 100% de retenção de tudo que vivemos, lêssemos, ouvíssemos, e descobríssemos, os diários seriam inúteis. Mas como este não é o caso, é aconselhável desenvolvermos o hábito de usar um diário para anotarmos observações. Quando ouvir uma boa idéia, anote-a. Quando vir algo que gera um pensamento ou relação emocional, anote. Quando ler uma passagem interessante num livro, copie-a em seu diário. Ele irá tornar-se seu livro de referência para uma vida melhor. É onde você irá registrar conhecimento, planejar atividades e analisar sucessos ou fracassos pessoais.

A repetição é a "mãe" da habilidade. É revisando uma idéia, repetidamente, que acabamos por dominá-la. Quanto mais recapitularmos certa idéia, maiores são as chances de ela enraizar-se então em sua atitude, estilo de vida, personalidade, linguagem e renda.

DESCUBRA COMO AS COISAS FUNCIONAM - Nunca subestime o valor da informação. Uma boa idéia pode mudar drasticamente sua vida. Entretanto, você precisa estar na busca de idéias; raramente uma boa idéia vem ao seu encontro. Se você que ser bem sucedidos, aprenda sobre o sucesso. Se quiser ser rico, aprenda sobre riqueza. Se quiser ter um relacionamento bem sucedido, aprenda sobre relacionamento. Estudando, pode ser que você não possa fazer todas as coisas que descobrir, mas certamente vai descobrir tudo o que pode. Nunca permitam que digam que você não chegou ao sucesso por falta de informação.

Não aceite a maneira que as pessoas são - explore, examine, pense, analise e estude. Descubra exatamente como algo funciona. Você pode não concordar com o sistema, política ou organização, mas se você se dedicar a entender como eles funcionam, verá como poderá usá-los a seu favor.

Existem três maneiras de descobrir...

1ª - Torne-se um bom leitor. Os livros são, na realidade, projetos de pesquisas condensadas. Alguns autores dedicam uma vida inteira a investigar certa arca. Imagine poder passar somente algumas semanas descobrindo uma vida inteira de experiências! Um livro pode lhe economizar dez anos.

2ª - Torne-se um bom ouvinte, os bons ouvintes são raros por uma razão: é mais fácil falar do que ouvir.

3ª - desenvolva a sua capacidade de observação pessoal. Ela é muito freqüentemente negligenciada, devido a uma tendência humana de fazer as coisas, automaticamente, ao invés de participar ativamente nos eventos da vida. A distração é fatal àqueles que estão em busca do sucesso.

INDECISÃO - Indecisão é o resultado do medo do fracasso. Ficamos com tanto medo de fazer a escolha errada que acabamos não fazendo escolha alguma. Os resultados finais de não escolhermos ou não decidirmos é que outra pessoa fará tais escolhas e tomará as decisões por nós. No final, você acabará perdendo a capacidade de dirigir e controlar os eventos em sua vida. Se você estiver disposto a permitir que outro determine sua qualidade de vida, então, sinta-se livre para passar adiante as decisões que deveria estar tomando.

A boa vida é cheia de desafios, e cada desafio requer uma decisão. Há sempre o risco que a decisão tomada não seja a decisão acertada: mas também há a possibilidade que você decida corretamente. De qualquer maneira, você estará crescendo. Não pense em quantas decisões você pode evitar, mas sim em quanta você pode tomar. Tudo melhora com a prática, incluindo sua habilidade de tomar decisões.

PREOCUPAÇÃO - A preocupação é uma doença particularmente fatal, pois causa uma série de problemas, incluindo problemas de saúde, familiares e financeiros. Calvin Coolidge dizia: "Se você fez dez problemas vindo estrada abaixo, pode ter certeza que nove deles cairão numa vala antes de alcançá-lo." As maiorias das coisas com as quais nos preocupamos nunca acontecem.

Todos os direitos reservados. Decisão de Ouro. Saulo Magalhães.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Steve Jobs - Uma bela historia de vida.


Você tem que encontrar o que você ama.
Veja a íntegra do discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.

Por Steve Jobs, o criador da Apple, na Stanford em 2006
Assista o vídeo Parte 1 (legendado) http://www.youtube.com/watch?v=yplX3pYWlPo